POR VINICIUS MOREIRA
O congresso reuniu professores e pesquisadores do Brasil e do mundo para tratar de temas relacionados ao presente e ao futuro da mídia. Com uma abordagem mais voltada para o jornalismo, a mesa Colóquio mídia e história: tendências futuras chamou atenção por ser composta apenas por mulheres.
Ana Maria Mauad, historiadora da UFF; Ana Paula Goulart, jornalista da UFRJ; Sônia Virgínia Moreira, jornalista da UERJ e Lúcia Maria Ferreira, lingüista da UNIRIO, debateram durante cerca de duas horas para um auditório lotado. Foram tratados desde assuntos voltados para o estudo e disseminação das teorias comunicacionais, até a relação da imprensa com a política e a abordagem midiática sobre a libertação de reféns das FARC.
"É possível observar que a imprensa é responsável pela disseminação e interpretação dos acontecimentos, como no caso da negociação entre a Venezuela e as FARC", analisou Lúcia Ferreira.
Os veículos de imprensa também foram comentados durante a palestra. A jornalista e pesquisadora Sônia Virginia Moreira enfatizou a importância do rádio durante momentos importantes da história: "O Repórter Esso desempenhou um papel político muito importante, principalmente durante a Segunda Guerra Mundial", afirmou.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Imprevistos acontecem
POR CAROLINA ANDRADE

O GT de Telejornalismo, que seria coordenado pela professora da UFF Ana Lúcia Enne, começou com 30 minutos de atraso. Além disso, duas palestrantes, Simone Martins e Evelyne Monteiro, faltaram e a própria Ana não pôde comparecer por motivos familiares.
Apesar disso, o GT seguiu. Ana Lúcia foi substituída na coordenação da mesa pelo jornalista Maurício Parada, graduado em História pela Universidade Federal Fluminense (1988), mestre em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1994) e doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003). Atualmente, Maurício é professor do mestrado da Universidade Salgado de Oliveira e professor agregado da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Cássia Rita Louro Palha, que apresentou o trabalho A construção do popular no Brasil falou tanto que não consegui exibir um trecho do Globo Repórter dirigido por João Batista de Andrade. O doutorando Igor Sacramento, formado pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ) chocou a todos por causa da sua idade, apenas 24 anos. Quem quiser pode conferir o perfil dele no Orkut.
No entanto, a maior polêmica do GT foi mesmo a comparação da Telesur, a rede de televisão multi-estatal, com sede na Venezuela, com a Al Jazeera, a emissora de televisão jornalística do Catar. A questão foi levanta por uma aluna da UFMG que participava do evento.
*imagem por Carolina Andrade

O GT de Telejornalismo, que seria coordenado pela professora da UFF Ana Lúcia Enne, começou com 30 minutos de atraso. Além disso, duas palestrantes, Simone Martins e Evelyne Monteiro, faltaram e a própria Ana não pôde comparecer por motivos familiares.
Apesar disso, o GT seguiu. Ana Lúcia foi substituída na coordenação da mesa pelo jornalista Maurício Parada, graduado em História pela Universidade Federal Fluminense (1988), mestre em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1994) e doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003). Atualmente, Maurício é professor do mestrado da Universidade Salgado de Oliveira e professor agregado da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Cássia Rita Louro Palha, que apresentou o trabalho A construção do popular no Brasil falou tanto que não consegui exibir um trecho do Globo Repórter dirigido por João Batista de Andrade. O doutorando Igor Sacramento, formado pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ) chocou a todos por causa da sua idade, apenas 24 anos. Quem quiser pode conferir o perfil dele no Orkut.
No entanto, a maior polêmica do GT foi mesmo a comparação da Telesur, a rede de televisão multi-estatal, com sede na Venezuela, com a Al Jazeera, a emissora de televisão jornalística do Catar. A questão foi levanta por uma aluna da UFMG que participava do evento.
*imagem por Carolina Andrade
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Televisão e Polêmica
POR FERNANDA EMMERICK
O Grupo de Trabalho sobre televisão, realizado na última sexta-feira, teve a participação de quatro palestrantes e um número razoável de espectadores. Com a presença de jornalistas de vários lugares do Brasil e com um clima de descontração, o GT virou um grande fórum de discussão, surgindo até uma polêmica no final.
O primeiro trabalho apresentado, Telejornalismo de cineastas nos anos de chumbo: construções do popular no embate da "viola x a guitarra", da doutora em história e professora da Universidade Federal de São João Del Rei, Cássia R. Louro Palha, foi uma análise sobre o programa Globo Repórter durante os anos 1970, momento em que ele foi constituído por uma equipe de cineastas de esquerda, que buscavam uma identidade "nacional-popular" nos anos 1950/60. Entre os documentários produzidos pelo programa, Cássia enfatiza o de João Batista de Andrade: "Boa Esperança: a viola X a guitarra" (1976), que fez história pelo traço autoral da obra, algo que hoje em dia o programa tenta esconder.
Em seguida, foi a vez da Doutora em Comunicação e professora da universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Christina Ferraz Musse, apresentar sua tese de doutorado Telejornalismo e imaginário urbano: a cidade na TV. No trabalho, que tem como universo a cidade de Juiz de Fora (MG), Christina faz uma reflexão sobre a narrativa dos telejornais enquanto representação do espaço público. Ela analisa a história dos principais telejornais veiculados nas emissoras de Juiz de Fora, onde foi inaugurada a primeira geradora de TV do interior, na região Sudeste do Brasil, em 1964. Por fim, a autora chega à conclusão de que as emissoras ali presentes nunca tentaram dar evidência maior ao espaço público da cidade. Ao contrário, veiculavam matérias que não tratavam da sua realidade, como as produzidas em Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Dando seqüência às apresentações, Igor Sacramento, mestre em Comunicação pela UFRJ, apresentou sua tese Por um telejornalismo de alto nível: as definições de qualidade na crítica especializada em duas décadas (1970/1980). Um pouco nervoso na apresentação, mas com uma pesquisa interessante, Igor indaga o que a TV considera ser qualidade: "o que me chamou atenção foi a diferença de definição do que a crítica acha que é qualidade, se é a técnica ou conteúdo".
O último trabalho, A invasão silenciosa do "terrorismo midiático" na América Latina, das paranaenses Carla Cândida Rizzotto e Cora Catalina, da Universidade de Tuiuti, foi o que mais criou polêmica. Elas analisam a história da TVSUR, um canal de televisão constituído por uma sociedade multiestatal, sob coordenação da Venezuela. No trabalho, elas analisam o que foi veiculado a respeito da invasão da Colômbia ao Equador, tanto pelos jornais brasileiros quanto pela TVSUR. As diferenças encontradas a partir desta comparação embasam o debate a respeito do uso político da imprensa. No fim da apresentação, um dos participantes questionou o papel da TVSUR, como se ela fosse uma televisão para a defesa pessoal de Hugo Chaves. As autoras negaram peremptoriamente esse viés, pois acreditam que o maior papel da TV em questão é ser uma alternativa para que as pessoas fiquem sabendo o "outro lado da versão", já que as TV's comercias, dominadas pelo neoliberalismo, só agendam o que desejam.
O Grupo de Trabalho sobre televisão, realizado na última sexta-feira, teve a participação de quatro palestrantes e um número razoável de espectadores. Com a presença de jornalistas de vários lugares do Brasil e com um clima de descontração, o GT virou um grande fórum de discussão, surgindo até uma polêmica no final.
O primeiro trabalho apresentado, Telejornalismo de cineastas nos anos de chumbo: construções do popular no embate da "viola x a guitarra", da doutora em história e professora da Universidade Federal de São João Del Rei, Cássia R. Louro Palha, foi uma análise sobre o programa Globo Repórter durante os anos 1970, momento em que ele foi constituído por uma equipe de cineastas de esquerda, que buscavam uma identidade "nacional-popular" nos anos 1950/60. Entre os documentários produzidos pelo programa, Cássia enfatiza o de João Batista de Andrade: "Boa Esperança: a viola X a guitarra" (1976), que fez história pelo traço autoral da obra, algo que hoje em dia o programa tenta esconder.
Em seguida, foi a vez da Doutora em Comunicação e professora da universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Christina Ferraz Musse, apresentar sua tese de doutorado Telejornalismo e imaginário urbano: a cidade na TV. No trabalho, que tem como universo a cidade de Juiz de Fora (MG), Christina faz uma reflexão sobre a narrativa dos telejornais enquanto representação do espaço público. Ela analisa a história dos principais telejornais veiculados nas emissoras de Juiz de Fora, onde foi inaugurada a primeira geradora de TV do interior, na região Sudeste do Brasil, em 1964. Por fim, a autora chega à conclusão de que as emissoras ali presentes nunca tentaram dar evidência maior ao espaço público da cidade. Ao contrário, veiculavam matérias que não tratavam da sua realidade, como as produzidas em Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Dando seqüência às apresentações, Igor Sacramento, mestre em Comunicação pela UFRJ, apresentou sua tese Por um telejornalismo de alto nível: as definições de qualidade na crítica especializada em duas décadas (1970/1980). Um pouco nervoso na apresentação, mas com uma pesquisa interessante, Igor indaga o que a TV considera ser qualidade: "o que me chamou atenção foi a diferença de definição do que a crítica acha que é qualidade, se é a técnica ou conteúdo".
O último trabalho, A invasão silenciosa do "terrorismo midiático" na América Latina, das paranaenses Carla Cândida Rizzotto e Cora Catalina, da Universidade de Tuiuti, foi o que mais criou polêmica. Elas analisam a história da TVSUR, um canal de televisão constituído por uma sociedade multiestatal, sob coordenação da Venezuela. No trabalho, elas analisam o que foi veiculado a respeito da invasão da Colômbia ao Equador, tanto pelos jornais brasileiros quanto pela TVSUR. As diferenças encontradas a partir desta comparação embasam o debate a respeito do uso político da imprensa. No fim da apresentação, um dos participantes questionou o papel da TVSUR, como se ela fosse uma televisão para a defesa pessoal de Hugo Chaves. As autoras negaram peremptoriamente esse viés, pois acreditam que o maior papel da TV em questão é ser uma alternativa para que as pessoas fiquem sabendo o "outro lado da versão", já que as TV's comercias, dominadas pelo neoliberalismo, só agendam o que desejam.
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Pesquisadores de História da Mídia se reúnem na UFF
POR ISABEL ALEXANDRE
O Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense foi palco, durante toda a semana passada, do VI Congresso Nacional de História da Mídia, que reuniu pesquisadores integrantes da Rede Alcar (Rede Alfredo de Carvalho) e convidados estrangeiros.
Com o intuito de resgatar a memória da imprensa e construir a história dos meios de comunicação no Brasil, foi criada, em 2001, a Rede Alcar. Desde então são realizados, periodicamente, congressos de História da Mídia, onde faz-se um balanço do que vem sendo produzido pela Rede.
– No primeiro congresso havia 50 pessoas, neste há 600 inscritos – disse José Marques de Melo, fundador do movimento e professor da Universidade de São Paulo (USP).
O número de pessoas que se agrega à Rede cresce a cada ano e, atualmente, mais de 1000 trabalhos já foram realizados: um inventário da imprensa brasileira.
Segundo José Marques de Melo, o objetivo do projeto é falar às novas gerações, que pouco conhecem a respeito da História da Mídia no Brasil. A disciplina, praticamente extinta dos currículos, passou a ganhar importância dentro das universidades a partir da criação da Rede Alcar.
– A História é o espelho do passado, onde estão os erros e acertos. Estudá-la é fundamental para que não voltemos a repetir os erros – argumentou Melo.
O resgate da memória dos meios de comunicação também é preocupação em outros países da América Latina. Juan Gargurevich Regal, professor da Pontifícia Universidade Católica do Peru, coordena um grupo de estudos sobre o assunto em seu país. Ele veio ao Congresso de História da Mídia para trocar experiências com os pesquisadores da Rede Alcar:
– Também no Peru há uma tendência a se eliminar os cursos de História da Mídia. É preciso lutar pela conservação do passado.
O Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense foi palco, durante toda a semana passada, do VI Congresso Nacional de História da Mídia, que reuniu pesquisadores integrantes da Rede Alcar (Rede Alfredo de Carvalho) e convidados estrangeiros.
Com o intuito de resgatar a memória da imprensa e construir a história dos meios de comunicação no Brasil, foi criada, em 2001, a Rede Alcar. Desde então são realizados, periodicamente, congressos de História da Mídia, onde faz-se um balanço do que vem sendo produzido pela Rede.
– No primeiro congresso havia 50 pessoas, neste há 600 inscritos – disse José Marques de Melo, fundador do movimento e professor da Universidade de São Paulo (USP).
O número de pessoas que se agrega à Rede cresce a cada ano e, atualmente, mais de 1000 trabalhos já foram realizados: um inventário da imprensa brasileira.
Segundo José Marques de Melo, o objetivo do projeto é falar às novas gerações, que pouco conhecem a respeito da História da Mídia no Brasil. A disciplina, praticamente extinta dos currículos, passou a ganhar importância dentro das universidades a partir da criação da Rede Alcar.
– A História é o espelho do passado, onde estão os erros e acertos. Estudá-la é fundamental para que não voltemos a repetir os erros – argumentou Melo.
O resgate da memória dos meios de comunicação também é preocupação em outros países da América Latina. Juan Gargurevich Regal, professor da Pontifícia Universidade Católica do Peru, coordena um grupo de estudos sobre o assunto em seu país. Ele veio ao Congresso de História da Mídia para trocar experiências com os pesquisadores da Rede Alcar:
– Também no Peru há uma tendência a se eliminar os cursos de História da Mídia. É preciso lutar pela conservação do passado.
As várias linguagens do Jornalismo
POR RAPHANI MARGIOTTA VIANA
"Muito mais do que ser lido, o jornal hoje precisa ser visto". Foi o que disse Fernanda Ariane da Silva, da UFBA, durante a palestra Jornalismo e Linguagem, realizada no Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense na última sexta-feira, dia 16 de maio, durante o Congresso.
Com o tema Evolução do sentido da notícia, Fernanda destacou a mudança discursiva ocorrida no uso do título nas notícias: se antes o título servia apenas como um resumo da notícia, hoje é um instrumento de sedução para chamar à atenção do leitor.
Para Fernanda, o valor da notícia passou a ser discursivo, e não ideológico, como anteriormente. Ela destaca que antes de 1821, o texto jornalístico tinha um cunho muito mais político. "No começo, o texto jornalístico era muito mais de quem faz, do que de quem lê". Após a Revolução Industrial, a notícia começou a ter critérios de objetividade e passou a ser um produto.
A palestrante Silvânia Siebert, da UNICAMP, destacou a crônica dentro da esfera do Jornalismo e da Literatura. Para ela, a crônica apresenta características únicas de liberdade de produção e pensamento. "A crônica, por seu caráter cotidiano, é pintura, caricatura, samba, o que der na telha...".
A crônica teria começado com os relatos históricos, sendo a primeira de todas a carta de Pero Vaz de Caminha. No entanto, Silvânia afirmou que alguns autores acreditam que a crônica começa com José de Alencar.
Giovanna Benedetto Flores, também da UNICAMP, fala de A (in)dependência da imprensa brasileira no século XIX: os discursos do Reverbero Constitucional Fluminense e da Gazeta do Rio de Janeiro. Terceira palestrante da mesa, ela afirma que a Gazeta trazia o discurso do colonizador, apenas com notícias da Europa e a elite no papel de porta-voz do governo. Já o Reverbero foi criado para provocar a independência, e era mais voltado para os habitantes do Rio de Janeiro.
Em sua tese (In)diretas quae sera tamen: movimento(s) de conciliação no discurso jornalístico sobre as diretas já, Ângela de Aguiar Araújo, também da UNICAMP, apresentou a questão da isenção e da objetividade como mitos da comunicação. Para ela, "a ideologia tem que existir" para que haja a constituição de sentidos.
Após as exposições, os alunos debateram os temas e puderam fazer perguntas.
"Muito mais do que ser lido, o jornal hoje precisa ser visto". Foi o que disse Fernanda Ariane da Silva, da UFBA, durante a palestra Jornalismo e Linguagem, realizada no Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense na última sexta-feira, dia 16 de maio, durante o Congresso.
Com o tema Evolução do sentido da notícia, Fernanda destacou a mudança discursiva ocorrida no uso do título nas notícias: se antes o título servia apenas como um resumo da notícia, hoje é um instrumento de sedução para chamar à atenção do leitor.
Para Fernanda, o valor da notícia passou a ser discursivo, e não ideológico, como anteriormente. Ela destaca que antes de 1821, o texto jornalístico tinha um cunho muito mais político. "No começo, o texto jornalístico era muito mais de quem faz, do que de quem lê". Após a Revolução Industrial, a notícia começou a ter critérios de objetividade e passou a ser um produto.
A palestrante Silvânia Siebert, da UNICAMP, destacou a crônica dentro da esfera do Jornalismo e da Literatura. Para ela, a crônica apresenta características únicas de liberdade de produção e pensamento. "A crônica, por seu caráter cotidiano, é pintura, caricatura, samba, o que der na telha...".
A crônica teria começado com os relatos históricos, sendo a primeira de todas a carta de Pero Vaz de Caminha. No entanto, Silvânia afirmou que alguns autores acreditam que a crônica começa com José de Alencar.
Giovanna Benedetto Flores, também da UNICAMP, fala de A (in)dependência da imprensa brasileira no século XIX: os discursos do Reverbero Constitucional Fluminense e da Gazeta do Rio de Janeiro. Terceira palestrante da mesa, ela afirma que a Gazeta trazia o discurso do colonizador, apenas com notícias da Europa e a elite no papel de porta-voz do governo. Já o Reverbero foi criado para provocar a independência, e era mais voltado para os habitantes do Rio de Janeiro.
Em sua tese (In)diretas quae sera tamen: movimento(s) de conciliação no discurso jornalístico sobre as diretas já, Ângela de Aguiar Araújo, também da UNICAMP, apresentou a questão da isenção e da objetividade como mitos da comunicação. Para ela, "a ideologia tem que existir" para que haja a constituição de sentidos.
Após as exposições, os alunos debateram os temas e puderam fazer perguntas.
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Variedade de temas marca GT de Mídia Sonora
POR KARINE ARAGÃO
Na última sexta feira, cerca de de 25 pessoas acompanharam a apresentação do Grupo de Trabalho sobre Mídia Sonora. Os temas apresentados percorreram a música popular maranhense, nomes importantes da história do rádio e programas inesquecíveis que construíram a rica história do rádio brasileiro.
Com quase nenhum atraso, o primeiro projeto a ser apresentado era dedicado à música tradicional do estado do Maranhão. Cantando a história da música contemporânea Maranhense de autoria de Antônia Márcia Sousa Torres (UFF), traça um panorama da música do estado nordestino, suas influências e principais precursores. Ao final de sua apresentação, Antônia cantou duas músicas típicas da cultura maranhense, arrancando aplausos de quem assistia.
Dois personagens importantes do rádio brasileiro foram lembrados nessa rodada de trabalhos. José Eduardo homem de Melo, o Zuza, foi lembrado no trabalho Zuza Homem de Melo, DJ, produtor, apresentador e operador de áudio. Tudo em um só programa de Álvaro Bufarah Junior (FAAP). José Eduardo ficou conhecido no meio radiofônico pelo Programa do Zuza, no qual ele operava o áudio, falava e produzia o programa.
Outro que foi lembrado e que teve sua história contada no Grupo de Trabalho foi Wilson Martins., no trabalho Wilson Martins: das ondas do rádio às páginas literárias. O trabalho foi de autoria de Claudia Quadros (UTP- Paraná) e Mônica Kaseker (PUC- Paraná). Wilson foi um dos maiores críticos literários e teve uma passagem curta, porém importante em rádios do Paraná. A dificuldade de acesso a esse período por parte do próprio crítico foi ressaltada por Claudia, que veio ao seminário apresentar o trabalho.
Sob o título Música e disco no Brasil: A trajetória de André Midani, Eduardo Vicente (ECA-SP) trouxe a história de André Midani, um sírio que veio ao Brasil por causa da guerra da Argélia e construiu uma carreira sólida na indústria fonográfica brasileira. Além disso, foi eleito uma das 90 pessoas mais importantes da história da indústria mundial do disco pela revista Billboard.
O jornal mais importante do rádio brasileiro não ficou de fora da pauta do congresso. 40 anos sem o Repórter Esso foi o trabalho trazido por Luciano Klockner, da PUC do Rio Grande do Sul. Em sua apresentação, Luciano trouxe a historia sucinta do noticiário e alguns fatos e curiosidades, como o último texto a ser lido e estatísticas que comprovam o sucesso do Repórter Esso não só no Brasil mas também em outros 14 países.
As programações das rádios públicas foram lembradas no texto Programação jornalística pioneira das emissoras públicas de rádio: um radiojornalismo que não fez escola na radiofonia nacional?, desenvolvido por Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC). Foram citadas no trabalho as rádios MEC, Cultura e Roquette Pinto, esta última detentora do primeiro noticiário radiofônico brasileiro. Outro tema abordado foi a história da rádio Manchester, a primeira rádio FM de Juiz de Fora. O autor do trabalho foi o radialista Gil Horta Rodrigues Couto.
Ao final das apresentações, o espaço foi aberto para comentários dos expectadores. Dois palestrantes não estiveram presentes para apresentar suas pesquisas.
Na última sexta feira, cerca de de 25 pessoas acompanharam a apresentação do Grupo de Trabalho sobre Mídia Sonora. Os temas apresentados percorreram a música popular maranhense, nomes importantes da história do rádio e programas inesquecíveis que construíram a rica história do rádio brasileiro.
Com quase nenhum atraso, o primeiro projeto a ser apresentado era dedicado à música tradicional do estado do Maranhão. Cantando a história da música contemporânea Maranhense de autoria de Antônia Márcia Sousa Torres (UFF), traça um panorama da música do estado nordestino, suas influências e principais precursores. Ao final de sua apresentação, Antônia cantou duas músicas típicas da cultura maranhense, arrancando aplausos de quem assistia.
Dois personagens importantes do rádio brasileiro foram lembrados nessa rodada de trabalhos. José Eduardo homem de Melo, o Zuza, foi lembrado no trabalho Zuza Homem de Melo, DJ, produtor, apresentador e operador de áudio. Tudo em um só programa de Álvaro Bufarah Junior (FAAP). José Eduardo ficou conhecido no meio radiofônico pelo Programa do Zuza, no qual ele operava o áudio, falava e produzia o programa.
Outro que foi lembrado e que teve sua história contada no Grupo de Trabalho foi Wilson Martins., no trabalho Wilson Martins: das ondas do rádio às páginas literárias. O trabalho foi de autoria de Claudia Quadros (UTP- Paraná) e Mônica Kaseker (PUC- Paraná). Wilson foi um dos maiores críticos literários e teve uma passagem curta, porém importante em rádios do Paraná. A dificuldade de acesso a esse período por parte do próprio crítico foi ressaltada por Claudia, que veio ao seminário apresentar o trabalho.
Sob o título Música e disco no Brasil: A trajetória de André Midani, Eduardo Vicente (ECA-SP) trouxe a história de André Midani, um sírio que veio ao Brasil por causa da guerra da Argélia e construiu uma carreira sólida na indústria fonográfica brasileira. Além disso, foi eleito uma das 90 pessoas mais importantes da história da indústria mundial do disco pela revista Billboard.
O jornal mais importante do rádio brasileiro não ficou de fora da pauta do congresso. 40 anos sem o Repórter Esso foi o trabalho trazido por Luciano Klockner, da PUC do Rio Grande do Sul. Em sua apresentação, Luciano trouxe a historia sucinta do noticiário e alguns fatos e curiosidades, como o último texto a ser lido e estatísticas que comprovam o sucesso do Repórter Esso não só no Brasil mas também em outros 14 países.
As programações das rádios públicas foram lembradas no texto Programação jornalística pioneira das emissoras públicas de rádio: um radiojornalismo que não fez escola na radiofonia nacional?, desenvolvido por Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC). Foram citadas no trabalho as rádios MEC, Cultura e Roquette Pinto, esta última detentora do primeiro noticiário radiofônico brasileiro. Outro tema abordado foi a história da rádio Manchester, a primeira rádio FM de Juiz de Fora. O autor do trabalho foi o radialista Gil Horta Rodrigues Couto.
Ao final das apresentações, o espaço foi aberto para comentários dos expectadores. Dois palestrantes não estiveram presentes para apresentar suas pesquisas.
Congresso comemora 200 anos de imprensa
POR JÚLIA CAMINHA
Este ano, o Congresso Nacional de História da Mídia, em sua sexta edição, comemora os 200 anos de implantação da mídia no Brasil e conta com a participação de pesquisadores nacionais e internacionais para discutir o presente e o futuro da imprensa.
No dia de abertura, uma das mesas mais disputadas era composta apenas por mulheres. O Colóquio Mídia e História - Tendências Futuras reuniu cinco professoras das principais universidades do Rio de Janeiro.
As palestrantes Ana Maria Mauad, historiadora da UFF, Ana Paula Goulart, jornalista da UFRJ, Sônia Virgínia Moreira, jornalista da UERJ e Lúcia Maria Ferreira, lingüista da UNIRIO, discutiram o tema com o público — formado por estudantes e professores.
As pesquisadoras ressaltaram a importância da pesquisa histórica no campo comunicacional. "O aumento do número de trabalhos sobre o assunto não corresponde a uma reflexão, a um trabalho elaborado de análise. Costumam ser monográficos e pela perspectiva apenas de Rio e São Paulo", criticou Ana Paula Goulart.
Sônia Virgínia, cuja formação é mais voltada para a área radiofônica, lembrou que existem boas fontes de registros como a Biblioteca Nacional, o Arquivo Nacional, o Museu da Imagem e do Som, de fácil acesso e de recuperação nessa busca para consolidação de pesquisas históricas em comunicação.
Este ano, o Congresso Nacional de História da Mídia, em sua sexta edição, comemora os 200 anos de implantação da mídia no Brasil e conta com a participação de pesquisadores nacionais e internacionais para discutir o presente e o futuro da imprensa.
No dia de abertura, uma das mesas mais disputadas era composta apenas por mulheres. O Colóquio Mídia e História - Tendências Futuras reuniu cinco professoras das principais universidades do Rio de Janeiro.
As palestrantes Ana Maria Mauad, historiadora da UFF, Ana Paula Goulart, jornalista da UFRJ, Sônia Virgínia Moreira, jornalista da UERJ e Lúcia Maria Ferreira, lingüista da UNIRIO, discutiram o tema com o público — formado por estudantes e professores.
As pesquisadoras ressaltaram a importância da pesquisa histórica no campo comunicacional. "O aumento do número de trabalhos sobre o assunto não corresponde a uma reflexão, a um trabalho elaborado de análise. Costumam ser monográficos e pela perspectiva apenas de Rio e São Paulo", criticou Ana Paula Goulart.
Sônia Virgínia, cuja formação é mais voltada para a área radiofônica, lembrou que existem boas fontes de registros como a Biblioteca Nacional, o Arquivo Nacional, o Museu da Imagem e do Som, de fácil acesso e de recuperação nessa busca para consolidação de pesquisas históricas em comunicação.
Debates abordam temas interessantes de forma leve
POR FLÁVIA VIEIRA
Quem participou do Congresso, seja apresentando seus trabalhos seja como espectador, ficou muito satisfeito. O clima nas mesas e grupos de trabalho era leve e deixava os apresentadores e o público relaxados, mas sem perder o foco da importância dos assuntos tratados.
"As questões abordadas são problemas antigos na comunicação, que muitas vezes são deixados de lado na correria do nosso cotidiano. Então, aqui, podemos refletir um pouco", comentou a professora doutora Maria do Socorro Nóbrega. "O pessoal está se dedicando bastante, trazendo temas bem interessantes”, elogiou ainda.
As jovens Nayara Garofle e Sílvia Souza também aprovaram os temas abordados e lamentaram não poder freqüentar todos os dias do Congresso. "Os organizadores poderiam ter agendado o evento para o fim de semana. Também faltou uma boa divulgação, só ficamos sabendo do Congresso poucos dias antes de seu início", reclamaram. Nayara e Sílvia também disseram que esperam que as discussões não sejam encerradas junto com o Congresso: "Esperamos que todas as boas idéias apresentadas aqui se transformem em resultados concretos", reivindicaram.
A professora Marialva Barbosa, organizadora do evento, é mais uma que ficou muito feliz com os resultados. "Tivemos 387 trabalhos inscritos de todas as Universidades Federais do país. Nas mesas de trabalho, tínhamos uma grande dificuldade para selecionar os participantes, porque os trabalhos eram muito bons. Realmente esse Congresso superou nossas expectativas", comemorou. Entretanto, a avaliação positiva do Congresso não pode ser encarada apenas como um final feliz: a História da Mídia se constrói todos os dias, com erros e acertos que necessitam estar sempre em discussão e análise.
Quem participou do Congresso, seja apresentando seus trabalhos seja como espectador, ficou muito satisfeito. O clima nas mesas e grupos de trabalho era leve e deixava os apresentadores e o público relaxados, mas sem perder o foco da importância dos assuntos tratados.
"As questões abordadas são problemas antigos na comunicação, que muitas vezes são deixados de lado na correria do nosso cotidiano. Então, aqui, podemos refletir um pouco", comentou a professora doutora Maria do Socorro Nóbrega. "O pessoal está se dedicando bastante, trazendo temas bem interessantes”, elogiou ainda.
As jovens Nayara Garofle e Sílvia Souza também aprovaram os temas abordados e lamentaram não poder freqüentar todos os dias do Congresso. "Os organizadores poderiam ter agendado o evento para o fim de semana. Também faltou uma boa divulgação, só ficamos sabendo do Congresso poucos dias antes de seu início", reclamaram. Nayara e Sílvia também disseram que esperam que as discussões não sejam encerradas junto com o Congresso: "Esperamos que todas as boas idéias apresentadas aqui se transformem em resultados concretos", reivindicaram.
A professora Marialva Barbosa, organizadora do evento, é mais uma que ficou muito feliz com os resultados. "Tivemos 387 trabalhos inscritos de todas as Universidades Federais do país. Nas mesas de trabalho, tínhamos uma grande dificuldade para selecionar os participantes, porque os trabalhos eram muito bons. Realmente esse Congresso superou nossas expectativas", comemorou. Entretanto, a avaliação positiva do Congresso não pode ser encarada apenas como um final feliz: a História da Mídia se constrói todos os dias, com erros e acertos que necessitam estar sempre em discussão e análise.
Dependência e ideologias marcam a relação entre jornalismo e política
POR GABRIEL SCHMIDT
A relação de proximidade, e até mesmo de cumplicidade, entre a imprensa e o poder foi o tema das discussões do Grupo de Trabalho Jornalismo e Política, no Congresso, no último dia 15. Coordenados pelo doutorando da Universidade Federal Fluminense (UFF), Wilson Borges, os participantes apresentaram estudos sobre a presença política e ideológica na imprensa colonial, a relação do jornalismo com a legitimação da democracia, a campanha "O petróleo é nosso" e a clandestinidade dos jornais comunistas. Outro tema debatido foi a dificuldade de se definirem parâmetros para a análise do conteúdo midiático.
O jornal como um negócio que pode dar certo foi um dos tópicos apresentados pelo mestrando em História Política Nelton Melo, em seu trabalho sobre a imprensa e o poder nos anos 1930. O participante levantou a discussão sobre o uso do jornalismo como trampolim para a carreira política, a consolidação do aspecto empresarial da imprensa e ressaltou ainda a falta de estudos específicos sobre a mídia desse período. "Não estudar a imprensa significa deixar escapar uma forma de entendimento da política nos anos 1930", afirmou Nelton.
Já Ariane Diniz Holzbach apresentou a abordagem dos rituais da democracia pelo jornal O Globo. Fazendo uma analogia entre a colocação da faixa presidencial e a assinatura do termo de posse, a mestranda da UFF considera que, do ponto de vista jornalístico, o valor simbólico do ato se tornou mais importante do que seu valor concreto. Segundo Ariane, há uma relação de interdependência entre a imprensa e os rituais da democracia. "A mídia precisa desse valor simbólico para atender ao interesse do público e, ao mesmo tempo, é fundamental para legitimação do processo", afirma.
O grupo de trabalho contou ainda com a apresentação dos trabalhos de Roseane Arcanjo, da Universidade São Luís, que falou sobre a política no primeiro periódico maranhense — O Conciliador —, de Cecília Miranda, que abordou a atuação do Jornal do Brasil na campanha de exploração do petróleo nacional e de Mônica Mourão, que trouxe a análise do jornal Classe Operária durante o período de clandestinidade do PCdoB.
A relação de proximidade, e até mesmo de cumplicidade, entre a imprensa e o poder foi o tema das discussões do Grupo de Trabalho Jornalismo e Política, no Congresso, no último dia 15. Coordenados pelo doutorando da Universidade Federal Fluminense (UFF), Wilson Borges, os participantes apresentaram estudos sobre a presença política e ideológica na imprensa colonial, a relação do jornalismo com a legitimação da democracia, a campanha "O petróleo é nosso" e a clandestinidade dos jornais comunistas. Outro tema debatido foi a dificuldade de se definirem parâmetros para a análise do conteúdo midiático.
O jornal como um negócio que pode dar certo foi um dos tópicos apresentados pelo mestrando em História Política Nelton Melo, em seu trabalho sobre a imprensa e o poder nos anos 1930. O participante levantou a discussão sobre o uso do jornalismo como trampolim para a carreira política, a consolidação do aspecto empresarial da imprensa e ressaltou ainda a falta de estudos específicos sobre a mídia desse período. "Não estudar a imprensa significa deixar escapar uma forma de entendimento da política nos anos 1930", afirmou Nelton.
Já Ariane Diniz Holzbach apresentou a abordagem dos rituais da democracia pelo jornal O Globo. Fazendo uma analogia entre a colocação da faixa presidencial e a assinatura do termo de posse, a mestranda da UFF considera que, do ponto de vista jornalístico, o valor simbólico do ato se tornou mais importante do que seu valor concreto. Segundo Ariane, há uma relação de interdependência entre a imprensa e os rituais da democracia. "A mídia precisa desse valor simbólico para atender ao interesse do público e, ao mesmo tempo, é fundamental para legitimação do processo", afirma.
O grupo de trabalho contou ainda com a apresentação dos trabalhos de Roseane Arcanjo, da Universidade São Luís, que falou sobre a política no primeiro periódico maranhense — O Conciliador —, de Cecília Miranda, que abordou a atuação do Jornal do Brasil na campanha de exploração do petróleo nacional e de Mônica Mourão, que trouxe a análise do jornal Classe Operária durante o período de clandestinidade do PCdoB.
A marcante História da Mídia Sonora
POR ANA CAROLINE CHAVES
No último dia do Congresso, o Grupo de Trabalho História da mídia sonora fez apresentações memoráveis. Ao passar da música para a literatura e chegar a uma abordagem jornalística, todos os presentes puderam entender e sentir um pouco mais do quão importante é a presença do rádio para a difusão cultural da história do Brasil.
Dentre os trabalhos, Cantando a história da música contemporânea maranhense trouxe de forma simples e poética a sonoridade e a radiofonia maranhense. Foi apresentada a figura de Chico Maranhão, um dos maiores difusores da arte estadual na década de 1970. O rádio entra como fortalecedor do desejo de revelar as influências africanas e portuguesas presentes no Maranhão e a música que este preserva. Para finalizar, as canções Ponteira e Dente de ouro foram tocadas ao vivo com instrumentos específicos do estado.
Em outra apresentação marcante, a figura de José Eduardo Homem de Melo, mais conhecido como Zuza , foi esmiuçada. O primeiro contato com o rádio foi na emissora Tupi, mas ele conquistou o sucesso na Panamericana, atual Jovem Pan. Zuza estuda música nos EUA e, estimulado por um de seus tios, aprofunda-se na área de engenharia de som. Algum tempo após voltar para o Brasil, ele torna-se chefe de som do Teatro Record, pelo qual a freqüência da Panamericana era transmitida. Teve durante onze anos o Programa do Zuza, marco do rádio brasileiro.
Organizado pela professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Ana Baum, o GT pôde apresentar com mais profundidade figuras definitivas para a construção da cultura do rádio, além de contar com a presença de profissionais da Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, dentre outros estados.
No último dia do Congresso, o Grupo de Trabalho História da mídia sonora fez apresentações memoráveis. Ao passar da música para a literatura e chegar a uma abordagem jornalística, todos os presentes puderam entender e sentir um pouco mais do quão importante é a presença do rádio para a difusão cultural da história do Brasil.
Dentre os trabalhos, Cantando a história da música contemporânea maranhense trouxe de forma simples e poética a sonoridade e a radiofonia maranhense. Foi apresentada a figura de Chico Maranhão, um dos maiores difusores da arte estadual na década de 1970. O rádio entra como fortalecedor do desejo de revelar as influências africanas e portuguesas presentes no Maranhão e a música que este preserva. Para finalizar, as canções Ponteira e Dente de ouro foram tocadas ao vivo com instrumentos específicos do estado.
Em outra apresentação marcante, a figura de José Eduardo Homem de Melo, mais conhecido como Zuza , foi esmiuçada. O primeiro contato com o rádio foi na emissora Tupi, mas ele conquistou o sucesso na Panamericana, atual Jovem Pan. Zuza estuda música nos EUA e, estimulado por um de seus tios, aprofunda-se na área de engenharia de som. Algum tempo após voltar para o Brasil, ele torna-se chefe de som do Teatro Record, pelo qual a freqüência da Panamericana era transmitida. Teve durante onze anos o Programa do Zuza, marco do rádio brasileiro.
Organizado pela professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Ana Baum, o GT pôde apresentar com mais profundidade figuras definitivas para a construção da cultura do rádio, além de contar com a presença de profissionais da Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, dentre outros estados.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Representação e Construção da Realidade
POR RENNÊ NUNES
A representação e a construção social da realidade. Esse foi o tema de um dos grupos de debate de grande destaque do Congresso. Com trabalhos e temas correlatos ao vasto tema central, acadêmicos de diferentes universidades brasileiras que integraram o grupo de estudo fizeram apresentações marcadas pela diversidade.
Doutorando em comunicação da casa, Rafael Fortes fez as honras apresentando seu estudo: De "passatempo de vagabundos" a "esporte da juventude sadia". Surfe, esporte e preconceito em Fluir, no qual faz um profundo mergulho na história da principal revista de surfe do Brasil, para contar, por meio da análise discursiva dos textos da publicação, como o surfe se profissionalizou na década de 80, e o importante papel da Fluir na desconstrução dos estereótipos marginais relacionados à prática do esporte.
Dando seqüência às apresentações, Gisele Becker, Doutora pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), dividiu com os presentes o resultado de sua pesquisa: A disciplina e a normatização de conduta: o discurso sobre a prostituição em Porto Alegre pelo jornal Gazetinha sobre ótica de Michel Foucault, no qual a gaúcha mostra os imperativos morais presentes nos textos do extinto jornal gaúcho Gazetinha, que criticava a presença de prostíbulos no centro de Porto Alegre. Gisele fundamenta o discurso do jornal baseada nos conceitos de retidão de comportamento através da disciplina, encontrados na obra Vigiar e Punir de Michael Foucault.
Já Daniele Braziliense, doutoranda em Comunicação pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), voltou no tempo para estudar um caso criminal que escandalizou a sociedade brasileira no final do século passado. Em Crime da rua Cuba e o agendamento da monstruosidade no jornalismo policial dos anos 1980, Daniele apresentou um resultado que revela o caráter julgador e condenador da grande mídia:
- É preciso cria a celebridade monstruosa para responder e justificar o crime bárbaro para o leitor. A mídia transforma possíveis assassinos em assassinos - explicou a futura doutora.
Depois foi a vez de outra prata da casa. Vânia Maria Torres, também doutoranda em Comunicação da UFF, trabalhou com o tema A Amazônia errada: entre o passado e o presente quase nada mudou. O importante estudo, que propõe descobrir como se dá à construção da imagem da Amazônia na mídia, já revela as origens colonizadoras do discurso fundador que hoje vem do eixo sul-sudeste, no qual a visão sobre os nativos e a legitimidade da cultura local sempre esteve comprometida.
Encerrando as atividades do grupo de trabalho, o professor de jornalismo Mário Luiz Fernandes da UNIVALLE (SC) apresentou seu estudo Correio Braziliense, as representações da Família Real Portuguesa no Brasil. No trabalho, o professor analisa, a partir de textos do jornalista Hipólito da Costa, como ocorreu a tentativa de construção de um império luso-brasileiro anexando colônias espanholas com apóio da Inglaterra, ainda nos tempos de Brasil Colônia.
A representação e a construção social da realidade. Esse foi o tema de um dos grupos de debate de grande destaque do Congresso. Com trabalhos e temas correlatos ao vasto tema central, acadêmicos de diferentes universidades brasileiras que integraram o grupo de estudo fizeram apresentações marcadas pela diversidade.
Doutorando em comunicação da casa, Rafael Fortes fez as honras apresentando seu estudo: De "passatempo de vagabundos" a "esporte da juventude sadia". Surfe, esporte e preconceito em Fluir, no qual faz um profundo mergulho na história da principal revista de surfe do Brasil, para contar, por meio da análise discursiva dos textos da publicação, como o surfe se profissionalizou na década de 80, e o importante papel da Fluir na desconstrução dos estereótipos marginais relacionados à prática do esporte.
Dando seqüência às apresentações, Gisele Becker, Doutora pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), dividiu com os presentes o resultado de sua pesquisa: A disciplina e a normatização de conduta: o discurso sobre a prostituição em Porto Alegre pelo jornal Gazetinha sobre ótica de Michel Foucault, no qual a gaúcha mostra os imperativos morais presentes nos textos do extinto jornal gaúcho Gazetinha, que criticava a presença de prostíbulos no centro de Porto Alegre. Gisele fundamenta o discurso do jornal baseada nos conceitos de retidão de comportamento através da disciplina, encontrados na obra Vigiar e Punir de Michael Foucault.
Já Daniele Braziliense, doutoranda em Comunicação pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), voltou no tempo para estudar um caso criminal que escandalizou a sociedade brasileira no final do século passado. Em Crime da rua Cuba e o agendamento da monstruosidade no jornalismo policial dos anos 1980, Daniele apresentou um resultado que revela o caráter julgador e condenador da grande mídia:
- É preciso cria a celebridade monstruosa para responder e justificar o crime bárbaro para o leitor. A mídia transforma possíveis assassinos em assassinos - explicou a futura doutora.
Depois foi a vez de outra prata da casa. Vânia Maria Torres, também doutoranda em Comunicação da UFF, trabalhou com o tema A Amazônia errada: entre o passado e o presente quase nada mudou. O importante estudo, que propõe descobrir como se dá à construção da imagem da Amazônia na mídia, já revela as origens colonizadoras do discurso fundador que hoje vem do eixo sul-sudeste, no qual a visão sobre os nativos e a legitimidade da cultura local sempre esteve comprometida.
Encerrando as atividades do grupo de trabalho, o professor de jornalismo Mário Luiz Fernandes da UNIVALLE (SC) apresentou seu estudo Correio Braziliense, as representações da Família Real Portuguesa no Brasil. No trabalho, o professor analisa, a partir de textos do jornalista Hipólito da Costa, como ocorreu a tentativa de construção de um império luso-brasileiro anexando colônias espanholas com apóio da Inglaterra, ainda nos tempos de Brasil Colônia.
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Mídia alternativa faz história
POR MARCOS DE VASCONCELLOS
Com as greves estourando em todo o país, um "Manual de como evitar greves" seria certamente muito útil aos patrões, assim como um "Manual de como fazer greves" serviria aos trabalhadores. A idéia pode parecer estranha, mas estes são títulos da centésima edição do boletim Quinzena. Com a pretensão de informar trabalhadores de todo o país, esse boletim acabou por se tornar uma das mais importantes produções da mídia alternativa nacional. No dia 1º de maio, dia do trabalhador, comemoraram-se os 22 anos da criação do boletim, criado pelo CPV, inicialmente Centro de Pastoral Vergueiro e atualmente Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro.
O Centro foi fundado oficialmente no dia 15 de novembro de 1973, por um grupo de militantes, em plena ditadura militar, em uma antiga comunidade dominicana, à Rua Vergueiro, em São Paulo. Desde sua fundação, o CPV procurou ser uma central de convergência dos materiais produzidos por movimentos sociais, principalmente o movimento operário e sindical.
Segundo Rozinaldo Antonio Miani, professor de Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que apresentou nessa sexta no Congresso seu trabalho sobre o Quinzena, o acervo do CPV garante um conhecimento histórico dos movimentos sociais que não existe em qualquer outro lugar. Os documentos lá guardados ficam disponíveis para qualquer pessoa que se interessar; porém, a falta de uma equipe para tratar o material faz com que uma possível deterioração do mesmo pareça mais próxima do que a digitalização de todo ele.
Para fomentar a produção operária, o CPV cedia materiais, como mimeógrafos, impressoras e stencils, para os movimentos produzirem seus próprios cartazes e jornal. Porém, ao notar uma produção muito divergente, passou a produzir o boletim Quinzena, que deveria fazer circular as diferentes idéias e marcar as diferentes posições existentes nos movimentos sociais.
Para Rozinaldo, ainda hoje a produção da mídia dita alternativa é muito divergente e voltada para os próprios atores sociais que a produzem. Para ele, "o cenário é plural e pouco explicativo" e uma iniciativa de convergir os materiais produzidos como o CPV pode "estabelecer uma precisão para driblar essa inadequação conceitual, que chamam tantos de 'alternativos' que no final das contas nenhum poderá ser considerado alternativo".
Saiba mais sobre o CPV clicando aqui.
Com as greves estourando em todo o país, um "Manual de como evitar greves" seria certamente muito útil aos patrões, assim como um "Manual de como fazer greves" serviria aos trabalhadores. A idéia pode parecer estranha, mas estes são títulos da centésima edição do boletim Quinzena. Com a pretensão de informar trabalhadores de todo o país, esse boletim acabou por se tornar uma das mais importantes produções da mídia alternativa nacional. No dia 1º de maio, dia do trabalhador, comemoraram-se os 22 anos da criação do boletim, criado pelo CPV, inicialmente Centro de Pastoral Vergueiro e atualmente Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro.
O Centro foi fundado oficialmente no dia 15 de novembro de 1973, por um grupo de militantes, em plena ditadura militar, em uma antiga comunidade dominicana, à Rua Vergueiro, em São Paulo. Desde sua fundação, o CPV procurou ser uma central de convergência dos materiais produzidos por movimentos sociais, principalmente o movimento operário e sindical.
Segundo Rozinaldo Antonio Miani, professor de Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que apresentou nessa sexta no Congresso seu trabalho sobre o Quinzena, o acervo do CPV garante um conhecimento histórico dos movimentos sociais que não existe em qualquer outro lugar. Os documentos lá guardados ficam disponíveis para qualquer pessoa que se interessar; porém, a falta de uma equipe para tratar o material faz com que uma possível deterioração do mesmo pareça mais próxima do que a digitalização de todo ele.
Para fomentar a produção operária, o CPV cedia materiais, como mimeógrafos, impressoras e stencils, para os movimentos produzirem seus próprios cartazes e jornal. Porém, ao notar uma produção muito divergente, passou a produzir o boletim Quinzena, que deveria fazer circular as diferentes idéias e marcar as diferentes posições existentes nos movimentos sociais.
Para Rozinaldo, ainda hoje a produção da mídia dita alternativa é muito divergente e voltada para os próprios atores sociais que a produzem. Para ele, "o cenário é plural e pouco explicativo" e uma iniciativa de convergir os materiais produzidos como o CPV pode "estabelecer uma precisão para driblar essa inadequação conceitual, que chamam tantos de 'alternativos' que no final das contas nenhum poderá ser considerado alternativo".
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Jornalismo, memória e a falta que o Cartola faz
POR GUSTAVO MAIA
A sessão Narrativa jornalística, identidade e memória terminou sem o artigo O encontro de Cartola com Sérgio Porto: memória e esquecimento na imprensa dos anos 1950, que deveria concluir a apresentação dos trabalhos. Maurício Barros de Castro, doutor em História Social pela Universidade de São Paulo e pesquisador do Núcleo de Estudos em História Oral da USP, parece ter feito falta na sessão.
Entre barulhos de uma obra próxima e conversas estridentes que, do pátio do Instituro de Arte e Comunicação Social (IACS), invadiam o encontro, o professor Milton Julio Faccin, da Universidade Estácio de Sá, iniciou as apresentações com um trabalho sobre a representação da identidade gaúcha em sete jornais significativos do Rio Grande do Sul. Depois de analisar mais de duas mil matérias durante seis anos, Faccin definiu 15 modos como os jornais apresentam a identidade regional; a contribuição do imigrante europeu ao desenvolvimento do Sul do país, negando a importância africana e indígena e a afirmação da auto-suficiência gaúcha foram dois exemplos.
A professora Letícia Cantarela Matheus, do IACS, falou sobre sua pesquisa de doutorado, na qual enfatizará os discursos de auto-referenciação presentes em três longevos jornais fluminenses nas edições em que completaram 50 ou 100 anos. A tese Uma semântica do futuro: visões do progresso na narrativa jornalística mostrará como os jornalistas posam de agentes modernizadores nas edições comemorativas.
Em seguida, Gutemberg Araújo de Medeiros, doutorando em Ciências da Comunicação na Universidade de São Paulo (USP), explicou o seu Na subida do morro: Jornalismo e exclusão Social em João do Rio. A apresentação, entretanto, foi insossa: Gutemberg não trouxe qualquer contribuição ao resgate da memória do jornalista que descobriu as favelas cariocas no início do século XX. O autor leu penosamente diversos trechos, intercalados por longos silêncios. Quando o mediador avisou que lhe restavam cinco dos quinze minutos a que tinha direito, respondeu, não se sabe se ingênua ou ironicamente: "Mas está tão divertido!".
Por fim, Wilson Couto Borges, doutorando na UFF, trouxe o artigo Para lembrar é necessário esquecer – notas sobre a narrativa jornalística. Mas o trabalho, que se baseia na conhecida teoria de que lembranças e esquecimentos constituem juntas o processo da memoração, pareceu ainda imaturo. Wilson, entretanto, sabe que sua tese tem um longo caminho a percorrer.
Por sorte, o mediador Maurício Parada, doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, contrariou seu próprio anúncio no início do encontro e permaneceu na sessão, promovendo uma rápida discussão ao fim dos trabalhos.
A sessão Narrativa jornalística, identidade e memória terminou sem o artigo O encontro de Cartola com Sérgio Porto: memória e esquecimento na imprensa dos anos 1950, que deveria concluir a apresentação dos trabalhos. Maurício Barros de Castro, doutor em História Social pela Universidade de São Paulo e pesquisador do Núcleo de Estudos em História Oral da USP, parece ter feito falta na sessão.
Entre barulhos de uma obra próxima e conversas estridentes que, do pátio do Instituro de Arte e Comunicação Social (IACS), invadiam o encontro, o professor Milton Julio Faccin, da Universidade Estácio de Sá, iniciou as apresentações com um trabalho sobre a representação da identidade gaúcha em sete jornais significativos do Rio Grande do Sul. Depois de analisar mais de duas mil matérias durante seis anos, Faccin definiu 15 modos como os jornais apresentam a identidade regional; a contribuição do imigrante europeu ao desenvolvimento do Sul do país, negando a importância africana e indígena e a afirmação da auto-suficiência gaúcha foram dois exemplos.
A professora Letícia Cantarela Matheus, do IACS, falou sobre sua pesquisa de doutorado, na qual enfatizará os discursos de auto-referenciação presentes em três longevos jornais fluminenses nas edições em que completaram 50 ou 100 anos. A tese Uma semântica do futuro: visões do progresso na narrativa jornalística mostrará como os jornalistas posam de agentes modernizadores nas edições comemorativas.
Em seguida, Gutemberg Araújo de Medeiros, doutorando em Ciências da Comunicação na Universidade de São Paulo (USP), explicou o seu Na subida do morro: Jornalismo e exclusão Social em João do Rio. A apresentação, entretanto, foi insossa: Gutemberg não trouxe qualquer contribuição ao resgate da memória do jornalista que descobriu as favelas cariocas no início do século XX. O autor leu penosamente diversos trechos, intercalados por longos silêncios. Quando o mediador avisou que lhe restavam cinco dos quinze minutos a que tinha direito, respondeu, não se sabe se ingênua ou ironicamente: "Mas está tão divertido!".
Por fim, Wilson Couto Borges, doutorando na UFF, trouxe o artigo Para lembrar é necessário esquecer – notas sobre a narrativa jornalística. Mas o trabalho, que se baseia na conhecida teoria de que lembranças e esquecimentos constituem juntas o processo da memoração, pareceu ainda imaturo. Wilson, entretanto, sabe que sua tese tem um longo caminho a percorrer.
Por sorte, o mediador Maurício Parada, doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, contrariou seu próprio anúncio no início do encontro e permaneceu na sessão, promovendo uma rápida discussão ao fim dos trabalhos.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Abertura do Congresso
"Hoje, às 9h, no auditório da Faculdade de Educação da Universidade Federal(UFF), teve início o VI Congresso Nacional de História da Mídia, cujo tema central são os 200 anos de mídia no Brasil (...)"
Confira o texto completo da abertura no Blog da Divulgação.
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domingo, 11 de maio de 2008
VI Congresso Nacional de História da Mídia
Esse é o Blog da Cobertura do VI Congresso Nacional de História da Mídia. Aqui você verá tudo o que acontece no Congresso, em especial nos Grupos de Trabalho. Acompanhe!
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