POR JÚLIA CAMINHA
Este ano, o Congresso Nacional de História da Mídia, em sua sexta edição, comemora os 200 anos de implantação da mídia no Brasil e conta com a participação de pesquisadores nacionais e internacionais para discutir o presente e o futuro da imprensa.
No dia de abertura, uma das mesas mais disputadas era composta apenas por mulheres. O Colóquio Mídia e História - Tendências Futuras reuniu cinco professoras das principais universidades do Rio de Janeiro.
As palestrantes Ana Maria Mauad, historiadora da UFF, Ana Paula Goulart, jornalista da UFRJ, Sônia Virgínia Moreira, jornalista da UERJ e Lúcia Maria Ferreira, lingüista da UNIRIO, discutiram o tema com o público — formado por estudantes e professores.
As pesquisadoras ressaltaram a importância da pesquisa histórica no campo comunicacional. "O aumento do número de trabalhos sobre o assunto não corresponde a uma reflexão, a um trabalho elaborado de análise. Costumam ser monográficos e pela perspectiva apenas de Rio e São Paulo", criticou Ana Paula Goulart.
Sônia Virgínia, cuja formação é mais voltada para a área radiofônica, lembrou que existem boas fontes de registros como a Biblioteca Nacional, o Arquivo Nacional, o Museu da Imagem e do Som, de fácil acesso e de recuperação nessa busca para consolidação de pesquisas históricas em comunicação.
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