POR ISABEL ALEXANDRE
O Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense foi palco, durante toda a semana passada, do VI Congresso Nacional de História da Mídia, que reuniu pesquisadores integrantes da Rede Alcar (Rede Alfredo de Carvalho) e convidados estrangeiros.
Com o intuito de resgatar a memória da imprensa e construir a história dos meios de comunicação no Brasil, foi criada, em 2001, a Rede Alcar. Desde então são realizados, periodicamente, congressos de História da Mídia, onde faz-se um balanço do que vem sendo produzido pela Rede.
– No primeiro congresso havia 50 pessoas, neste há 600 inscritos – disse José Marques de Melo, fundador do movimento e professor da Universidade de São Paulo (USP).
O número de pessoas que se agrega à Rede cresce a cada ano e, atualmente, mais de 1000 trabalhos já foram realizados: um inventário da imprensa brasileira.
Segundo José Marques de Melo, o objetivo do projeto é falar às novas gerações, que pouco conhecem a respeito da História da Mídia no Brasil. A disciplina, praticamente extinta dos currículos, passou a ganhar importância dentro das universidades a partir da criação da Rede Alcar.
– A História é o espelho do passado, onde estão os erros e acertos. Estudá-la é fundamental para que não voltemos a repetir os erros – argumentou Melo.
O resgate da memória dos meios de comunicação também é preocupação em outros países da América Latina. Juan Gargurevich Regal, professor da Pontifícia Universidade Católica do Peru, coordena um grupo de estudos sobre o assunto em seu país. Ele veio ao Congresso de História da Mídia para trocar experiências com os pesquisadores da Rede Alcar:
– Também no Peru há uma tendência a se eliminar os cursos de História da Mídia. É preciso lutar pela conservação do passado.
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