POR ANA CAROLINE CHAVES
No último dia do Congresso, o Grupo de Trabalho História da mídia sonora fez apresentações memoráveis. Ao passar da música para a literatura e chegar a uma abordagem jornalística, todos os presentes puderam entender e sentir um pouco mais do quão importante é a presença do rádio para a difusão cultural da história do Brasil.
Dentre os trabalhos, Cantando a história da música contemporânea maranhense trouxe de forma simples e poética a sonoridade e a radiofonia maranhense. Foi apresentada a figura de Chico Maranhão, um dos maiores difusores da arte estadual na década de 1970. O rádio entra como fortalecedor do desejo de revelar as influências africanas e portuguesas presentes no Maranhão e a música que este preserva. Para finalizar, as canções Ponteira e Dente de ouro foram tocadas ao vivo com instrumentos específicos do estado.
Em outra apresentação marcante, a figura de José Eduardo Homem de Melo, mais conhecido como Zuza , foi esmiuçada. O primeiro contato com o rádio foi na emissora Tupi, mas ele conquistou o sucesso na Panamericana, atual Jovem Pan. Zuza estuda música nos EUA e, estimulado por um de seus tios, aprofunda-se na área de engenharia de som. Algum tempo após voltar para o Brasil, ele torna-se chefe de som do Teatro Record, pelo qual a freqüência da Panamericana era transmitida. Teve durante onze anos o Programa do Zuza, marco do rádio brasileiro.
Organizado pela professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Ana Baum, o GT pôde apresentar com mais profundidade figuras definitivas para a construção da cultura do rádio, além de contar com a presença de profissionais da Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, dentre outros estados.
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